Exposição
do Museu dos Transportes e Comunicações
Candidatura QREN – ON2.
Esta exposição assenta num conceito antropológico de Comunicação com um
percurso pontuado por núcleos que desafiam o visitante a experimentar e a
refletir sobre as múltiplas formas comunicacionais que o Homem estabelece na
interação com o seu semelhante e com o meio que o envolve. Propõe um discurso expositivo que tenta traduzir a
riqueza polissémica da Comunicação, nas suas várias declinações. Integra também
os paradoxos de uma sociedade dita ‘da comunicação’ que tem ainda inúmeras
dificuldades em integrar as diferenças e em ultrapassar as barreiras que
se erguem aos processos de comunicação, de origem cultural, linguística, ou
outra.
Os caminhos da Comunicação sempre foram de abertura
e desafio: na descoberta do Outro, esteja ele ao pé da porta ou nos confins da
galáxia, ou nas invenções tecnológicas que permitem sempre chegar mais longe e
mais depressa. O mesmo se pretende com esta exposição que o convidamos a
visitar: contribuir para a reflexão sobre um tema tão central no mundo em que
vivemos e na vida de cada um de nós.
(texto de abertura da exposição)
A
proposta prevê uma grande abrangência na abordagem do tema da comunicação,
constituindo uma preocupação central deste projecto garantir que os conteúdos e
montagem da exposição possam ser, simultaneamente, interessantes e apelativos
para os diversos segmentos de público do Museu (nomeadamente, através do
recurso a conteúdos multimédia e interativos), permitindo ainda a visita à
exposição quer de visitas organizadas em grupo (escolas, ATL’s, centros de dia,
universidades sénior, turistas…), quer de visitantes individuais (famílias,
amigos, turistas…).
Deste
modo, estruturou-se a exposição em cinco núcleos centrais:
1. Alfândega - Casa da Comunicação
Neste
primeiro núcleo aborda-se a Alfândega do Porto enquanto metáfora da
comunicação, num duplo sentido: as ligações que possibilitou entre a cidade e a
região e outros pontos do mundo; mas também as barreiras que introduz a essa
mesma comunicação (através da aplicação de tarifas à entrada e saída de
mercadorias e das medidas de vigilância que previne o contrabando).
2.
Sentidos
alerta
Núcleo
dedicado à exploração dos mecanismos naturais da comunicação, isto é, aos cinco
sentidos do corpo humano (audição, olfato, tato, paladar e visão), assim como a
outras formas de comunicação entre os vários seres vivos. Este núcleo inclui,
entre outros, um espaço imersivo, jogos interativos, bem como uma oficina (para
grupos) intitulada “É mesmo ciência?” que se estrutura como um laboratório em
que se explora a importância da comunicação para o desenvolvimento científico.
Integra ainda uma “Máquina de Comunicar”, um enorme zepelim que reage à
interação com o público.
3. A Mensagem
A
evolução das diversas formas e códigos da comunicação (antes e depois da
escrita), bem como a sua importância individual e coletiva, ao longo dos
tempos, constitui o objeto central deste núcleo. Aborda-se: os vários códigos
para comunicar (o morse, o braille, a língua gestual, a sinalização rodoviária,
o ColorADD – código para daltónicos, a cartografia, o código de bandeiras ou a
música), a linguagem corporal; a palavra (dita e interdita) e a língua (os
diários, os poemas, a censura, o projeto “7 bilhões de Outros”); os códigos
secretos; o poder da imagem. São simultaneamente considerados os processos e
mecanismos que criam dificuldades e barreiras a esta mesma comunicação (as
línguas e seus códigos; a Carta de Pero Vaz de Caminha).
4. Os Mensageiros
Núcleo
dedicado à evolução e exploração das principais tecnologias associadas aos
diversos meios de comunicação. Haverá a possibilidade do visitante experimentar
e interagir com diferentes suportes comunicacionais. Este núcleo inclui capsulas do tempo em que se apresentam
várias ferramentas que permitem ampliar e amplificar a comunicação, bem como
informação relativa à evolução dos meios e tecnologias de informação e
comunicação. Integra ainda um espaço de videoconferência e duas oficinas (para
grupos): “Falando na Rádio” e “Dentro da TV”, que permitem experienciar a
realização de um programa de rádio ou de televisão.
5.
Bacia
do Douro: Bacia Física e Hidrográfica, mas também Bacia Cultural
Entendendo-se
a Bacia do Douro enquanto bacia física, hidrográfica e cultural, são abordadas
na exposição as ligações do Porto e do seu Centro Histórico Património da
Humanidade com outros nove bens classificados pela UNESCO que se encontram
localizados ao longo do Douro, da nascente até à foz (Centro Histórico de
Guimarães, Alto Douro Vinhateiro, Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa e
Siega Verde, Centro Histórico de Ávila, Centro Histórico de Salamanca, Centro
Histórico de Segóvia, Catedral de Burgos, Assentamento Palentológico de
Atapuerca e Las Medulas).











4 comentários:
Pode saber-se até quando estará aberta ao público?
Bem haja!
Pode saber-se até quando estará patente ao público?
J. d'E.
Boa tarde,
A exposição tem carácter permanente. Pelo que estará patente nos próximos 5 anos.
Obrigado pelo interesse, contamos com a sua visita!
Bom dia,
A exposição tem carácter permanente e o custo é de 5€.
Cumprimentos
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